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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Locais em Puradik - O Rio Prateado

O Rio Prateado é o rio que passa pela cidade de Caramantule, passa próximo a Puradîk e desemboca na Baía das Almas, à oeste de Puradîk. Esse rio possui muitas histórias, principalmente as cantadas pelos Naedjis, sobre a antiga aldeia nisitheilana que se de desenvolveu ao redor desse rio.


O rio possui sua foz em uma das montanhas do cinturão de montanhas ao sul, chamada Nubalem pois de tão alto é como se estivesse "grudado nas nuvens", sendo esse o significado de seu nome. Por receber muito em seu volume de água do que se chama de "leite da montanha", ou seja, do derretimento da neve, sua água possui um azul-esverdeado claro e brilhante. Se denomina prateado pela facilidade em encontrar o metal nos seus arredores, e do brilho prateado que o fundo do rio emite em algumas partes.
O Rio Prateado é um dos rios mais importantes da região principalmente para o contrabando. É muito utilizado principalmente na Baía das Almas para trazer escravos, contrabando e outras coisas, já que não é comum a utilização de tal baía pela sua fama de amaldiçoada.
De fato, a Baía das Almas à noite é um local tenebroso. Brilhos esverdeados são vistos em alguns pontos ao longo da baía, além de existirem milhares de relatos dizendo que mãos de afogados saem da água sempre tentando derrubar o navio, e também relatos de barqueiros que se oferecem para fazer a travessia mas na metade do caminho preferem jantar o "carona" com seus amigos mortos-vivos do fundo do mar. No restante, o Rio Prateado é calmo e belo, podendo ser utilizado para o transporte facilmente, se evitado a baía maldita e alguns contrabandistas brigões. 
Diz a história naedji que o rio antigamente se chamava hoetxi, e aí foi onde se desenvolveu uma aldeia dessa nação mágica e soberana que era Nisitheil. Nesse rio, um dos guerreiros locais, uma vez encontrou uma bela mulher e casou com ela, mas todas as noites ela sumia, reaparecendo na manhã seguinte. O guerreiro desconfiado uma noite decidiu não dormir e a seguiu, e descobriu que quando ela entrava na água do rio, se transformava na lua e subia aos céus. O guerreiro então se irritou com sua amada, e também se enciumou, pois além de não poder passar nem uma noite com ela nos seus braços, ainda dividia sua atenção e beleza com os outros. Então o guerreiro  tramou prendê-la para não compartilhar de sua beleza com ninguém, assim ele a seguiu e quando ela entrou no rio, ele entrou também e a afogou junto com ele. Assim, dizem que ainda hoje pode-se ver o casal prateado sob as águas do rio. Segundo a lenda de nisitheil, assim foi que o mundo perdeu uma de suas luas, que antes eram três.

Apesar de ser um gancho, esse post é mais uma descrição de uma área com sua história, espero que gostem.

Arte: Okmer http://okmer.deviantart.com/

domingo, 15 de dezembro de 2013

Locais em Puradik - A Torre de vigia de Carmã-Tûl

Voltamos mais uma vez, e renascendo das cinzas de um cigarro fronteiriço. Sem maiores delongas e encheção de linguiça já soltamos mais um local interessante na cidade sempre crescente de Puradik.



A torre de vigia de Carmã-Tûl fica na rota até a cidade de Caramantule, que é um posto de parada e escoamento de mercadorias para boa parte das vilas à leste de Puradik.
Essa torre de vigia foi construída na mesma época que o Forte de Ekstremoost, mas não cumpriu sua função pelo tempo esperado, sendo substituído por um forte melhor localizado próximo ao Rio Prateado, onde se desenvolveu depois a cidade de Caramantule.
A antiga torre ainda fica solitária sobre uma elevação chamada de Corcunda da Tartaruga, por conta de sua formação rochosa arredondada. Algumas décadas atrás, houve a ideia de reativar a torre de vigia, que não se mostrou tão adequada quanto antigamente e em uma das noites de vigia, uma parte da montanha cedeu, destruindo boa parte da torre e sua base e soterrando os que ali estavam.
Hoje a torre é coniderado um local assombrado por todos os moradores locais, e os poucos que foram até lá e voltaram, reclamam da dificuldade de encontrar uma entrada ou mesmo de escalar a Corcunda de Tartaruga, pelos deslizamentos frequentes. Existe a lenda de que alguns encontraram tal entrada, pois não voltaram mais e seus corpos nunca foram encontrados.

O Gancho
Muitos dizem que a torre de vigia é assombrada por aqueles que ali foram soterrados. Outros dizem que a Corcunda de Tartaruga cedeu pois haviam escavações secretas que encontraram uma antiga mina recheada de jóias. Independente de qual seja a história, a superstição com relação ao local é forte, tanto que caso os personagens achem uma entrada e itens ou jóias no local, nenhum comerciante irá querer comprar objetos "amaldiçoados", ou irão no máximo, oferecer um preço muito abaixo do que realmente valeria.

Locais em Puradîk relacionados
Estrada da Tartaruga.
A Verdade
A partir desse gancho, o mestre pode escolher em criar uma dungeon pequena, ou mesmo decidir que a lenda da mina antiga é verdade, assim criando uma dungeon gigante, com grandes desafios e monstros ancestrais!

Até a próxima

Arte por: Kosmos. http://digital-art-gallery.com/artist/990


domingo, 3 de novembro de 2013

Personalidades em Puradik - A Guarda da Manopla Negra

A defesa de Puradik é feita por grupos de milícias profissionais, que disputam as áreas de atuação entre si e são a maior força repressora estando envolvida em tramas, dinheiro sujo, tolerância zero, xenofobia entre outros problemas.
Uma das mais importantes em Puradîk é justamente a Guarda da Manopla Negra, caracterizada por todos seus milicianos utilizarem uma manopla negra na mão hábil e uma toga sobre a armadura que também faz referência ao nome do grupo.


Apesar de muito conhecida e presente em algumas áreas dentro da cidade, a maior parte de sua zona de atividade fica nas estradas que ligam Puradîk a outras cidades, vilarejos e fortes e em algumas fazendas do lado exterior da cidade. São conhecidos por uma certa truculência nas áreas mais afastadas da cidade, principalmente porque dizem que eles cobram impostos ilegais aos mercadores e fazendeiros da região, apesar do alto escalão da Guarda sempre desmentir tais informações, alguns escândalos aconteceram nos últimos anos, e todos os milicianos culpados foram sentenciados à forca (O julgamento de um miliciano é distinto, ainda que deva ter unanimidade dos presentes para uma execução, no caso de um miliciano, os presentes são todos do grupo mercenário que ele faz parte, ainda assim cabendo a sentença final ao Chefe local chamado "Chif").
As armaduras variam entre os locais que os milicianos trabalham. Usam armaduras de metal em defesa de fortes e construções e usam o couro para rondas. Nas estradas, é comum ser opção do miliciano qual armadura usar. Sua arma é uma espécie de clava misturado com lança, a qual utilizam com alta maestria, chamada goedendag. Para mais informações sobre a arma, veja aqui no blog Dungeon Compendium sua matéria especial do goedendag para Ad&d e Old dragon.



O modus operandi da Guarda não é necessariamente matar. Sua arma comprova que existe uma tentativa sempre de capturar o inimigo, mesmo que ele esteja desmaiado, e levá-lo para um julgamento justo; a ponta da arma é mais usado contra cavalarias ou animais treinados. Impressionantemente, uma pesquisa a fundo irá mostrar maior número de homicídios da Guarda estão nas áreas que não pertencem à sua "jurisdição". 
Esses rumores começaram a incomodar a comandante da Guarda Johonia Deovarul, que está buscando evidenciar ao seu capitão Grib Reya-ae, que isso não passa de uma armação de algum inimigo da Guarda. Apesar de ela ser conhecida por lidar as situações com mão de ferro, esses boatos podem trazer fim à sua carreira, e por isso ela está contratando aventureiros, de preferência não locais, para tentar resolver este problema.
Nas ruas, os rumores são de que a própria comandante Johonia está tentando acabar com os mal-intencionados os declarando à morte sobre a lei do Chif. Dentro da organização, o que mais se escuta é sabotagem, ou de uma outra guilda mercenária da cidade, ou de uma sociedade secreta dentro da Guarda que quer destituir Johonia.
O prédio da Guarda da Manopla Negra fica nas Ruínas, com mais de 5 andares é um dos destaques do local. A comandante e o Capitão poderão ser encontrados neste prédio, e os milicianos estão por boa parte da cidade, mas em especial próximo ao prédio e na parte externa da cidade, nas estradas e construções próximas.

Locais em Puradîk relacionados:
Ruínas e Bairro exterior.

Pessoal é isso, que tal acharam? aos poucos Puradîk vai aumentando!


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Locais em Puradîk - O Forte de Ekstremoost

O Forte de Ekstremoost quer dizer "Forte de Extremo Oriente" nos idiomas antigos. Esse forte fica a mais ou menos 7 quilômetros de Puradik, e antes uma construção que viu muitas guerras e defendeu puradik de avanços de muitos nativos, hoje é apenas um posto de vigília quase abandonado, cuidados por poucos milicianos constratados da cidade.


O Forte é quase uma ruína, pois aos poucos o tempo vai desgastando a construção que fica sobre um dos muitos morros da região. Sua localização foi extremamente importante, tendo a possibilidade de ver a cidade de Puradîk do alto de sua torre, e ser vista também. 
Hoje, a vigília do local é feita por um grupo de três milicianos da Guarda Manopla Negra, que são destacados dentro a companhia mercenária em Puradîk, e ali se revezam na guarda e permanecem por 3 semanas, quando voltam à cidade dando lugar para outros três. O forte em si não sofre com ataques, mas a manutenção da milícia no local não só é uma garantia, como também uma forma de evitar que grupos de bandidos fixem-se ali (o que é muito comum nas áreas onde há muitos fortes).
Os milicianos não ficarão muito a vontade com qualquer pessoa que queira passar algum tempo ali, tentado expulsá-los primeiro utilizando de sua posição, e depois ameaçando-os. Somente deixarão que os personagens fiquem no forte em caso de um ataque ao forte, mas caso eles possam ajudar na defesa.

O Gancho
Esse local possui uma lenda de que o prédio foi erguido sobre uma casa nobre de um grupo de nativos locais, e seus pertences foram guardados em locais secretos no porão, e depois esquecidos. Quase nenhuma das pessoas que escuta essa história realmente acredita nela, a não ser por Papi-Tudum Malalagarat, um mercador estrangeiro que fica na feira oficial de Puradîk. Ele poderá fazer negócio com os personagens para irem juntos e dividirem o encontrado, ou apenas vender a informação sobre o local.

Locais em Puradîk relacionados
Bairro Exterior, Praça dos Treze.

A Verdade
Se a lenda é verdade ou não, isso é uma decisão do DM, e como eles chegarão lá, se conseguirão entrar no porão pela conversa ou pela espada, tudo depende dos jogadores. Caso utilize essa aventura em conjunto com a O Senhor dos Lobos , as matilhas de lobos são bons encontros aleatórios para a viagem da cidade até o forte e vice-versa.

Obs.: Esse é apenas a descrição de um local. Coloquei um gancho para que se possa rolar uma aventura, mas com conclusão indefinida, oq ue pode ser muito legal, principalmente porque pode ser o que levam os personagens à aventura do senhor dos lobos. 
Até